Posts de Novembro, 2006

Uma fina arte

Novembro 30, 2006

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Ficar de quatro é uma arte. Uma fina arte. Exige algum talento, é certo. Mas, mesmo que você não tenha nascido com o dom, é possível aprender, desde que haja empenho, dedicação, devoção e entrega absoluta.

Ficar de quatro requer confiança. Sim, você precisa confiar no parceiro porque em nenhuma outra posição a mulher fica tão vulnerável, com a xoxota e a bunda totalmente disponíveis, pronta para o que vier.

Ficar de quatro é uma arte gestual. Bela e provocativa, instigante e desejável.
O segredo está na curvatura da coluna. Ficar de quatro apoiada sobre os joelhos e as mãos, braços esticados e coluna reta, é um pecado. Pior ainda é vergar a coluna para cima, como um arco. Isso faz com que a bunda fique retraída, para dentro… Parece um animal acuado, com medo, literalmente com o rabo entre as pernas.

Dominar a arte de ficar de quatro é saber flexionar a coluna para baixo, apoiar os ombros e o rosto sobre a cama, empinar o bunda e relaxar, tirando todo o proveito possível da penetração que, se o homem for experiente, será profunda e prazerosa como toda arte.

Novembro 29, 2006

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Minha mão é sempre surpreendente.

Mágica, ele se transmuda em bocas e xotas e bundas.

Minha mão é a apresentadora do telejornal, é a vizinha do 802, é aquela moça linda que vi hoje à tarde no shopping.

Minha mão é boca, buceta e bunda de mulheres que já tive. É carinho guloso da mulher que ainda vou ter.

Mão amiga, mão mimética, mão camaleoa.

Acredite

Novembro 28, 2006

Bicho criado solto não tem de onde fugir.

Fluida

Novembro 27, 2006

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Quando te tomo assim em minha boca, é como se eu bebesse o mundo.

Orquídea

Novembro 27, 2006

Porque uma flor é uma flor, é uma flor, é uma flor.

Mel

Novembro 26, 2006

Eu poderia escrever sobre seus olhos verdes faiscantes, sobre seu jeito único de advinhar meus sonhos ou sobre o quanto eu gostava de ouvi-la cantando em francês. Mas prefiro me fixar num detalhe aparentemente sem importância: Mel era uma dessas mulheres que realmente sentem prazer em chupar.

Lembro de uma tarde de verão. Estávamos em seu apartamento, trancados no quarto, o ar-condicionado ligado no máximo, como nós dois gostávamos. Ela me chupava com paixão e gula, deitada entre minhas pernas, roçando devagarinho o sexo encharcado em meu joelho. Recostado nos travesseiros, eu olhava, gemia bobagens, ás vezes pedia, outras vezes ordenava.

Nem sei o que me dava mais tesão: se o contato daquela boca macia e quente que parecia sugar minha alma ou a visão daquela fêmea com os cabelos em desalinho, os olhos esgazeados de prazer.

Ela ficava linda daquele jeito, com meu pau na boca. Colocava a língua toda para fora e lambia desde os ovos até a glande, depois me engolia todo. Quando a glande tocava o fundo da garganta ela sacudia a cabeça,  sugando até quase sufocar. Fazia o pau escorregar para fora da sua boca lentamente, se afastava um pouco, deixava escorrer sua saliva quente e grossa sobre o pau e passava a me masturbar. Aquilo me deixava rouco! Eu a segurava pelos cabelos com força e fazia meu pau mergulhar novamente em sua boca.

Às vezes, em meio a todo delí­rio, eu pegava minha câmera e tirava fotos dela me chupando. Gostávamos de ver depois, o que geralmente nos levava a começar tudo de novo. Ela ficava um tempo que parecia não ter fim mamando no meu pau e roçando a buceta em minha perna. Gozava assim, sem que eu sequer a tocasse.

Naquela tarde, como em tantas outras, a loucura foi se instalando na gente, um prazer de quase morte e desfalecimento. Ela parou de chupar e veio subindo, se enroscando como uma cobra, esfregando a buceta melada na minha barrida, no meu peito. Deslizei o corpo e fiquei completamente deitado. Ela gemendo, subindo mais, roçando, até ficar sobre meu rosto, se oferecendo toda, entumescida. Segureira-a pela bunda e comecei a lamber. Na posição em que ela estava, praticamente agachada, minha lí­ngua vasculhava tudo. Eu fodia sua buceta com a língua, metendo e tirando devagar, mordiscava os grandes lábios, o grelo duro e inchado, chupava e, ao mesmo tempo, fodia seu cu com meu dedo. Ela urrava, me chamava de puto, safado, tarado…. – “deixa eu sentar nesse caralho gostoso”, dizia ela – e eu adiando, provocando, torturando, até que também não aguentei mais. Eu queria mergulhar fundo naquela buceta quente, queria meter como um bicho, sem cuidados, sem carinho, só tesão.

Devagar, fiz com que ela escorregasse para baixo e se encaixasse no meu pau, agachada sobre ele, descendo lentamente até engolir tudo. Eu a segurava pela bunda, fazia com que ela subisse até o pau sair quase todo e tornasse a descer me engolindo novamente. Gritos de prazer, descontrole absoluto sobre tudo, nós dois, o mundo, o quarto. Ela cavalgava e eu enfiava uma mão lá embaixo, bolinava o grelo, acariciava o cu, e com a outra mão acariciava seus seios, apertando os mamilos. Ela arranhava meu peito quase com raiva e eu, perdido de desejo, dei um tapa eu sua cara. O estalo da minha mão coincidiu com a explosão do gozo. Um gozo gritado, intenso demais, vulcão em erupção, putaria em estado puro inundando a cama. Eu sentia a buceta dela em espasmos, sentia minha porra esguichando lá dentro, inundando, transbordando, molhando o mundo.

Meu tipo inesquecível

Novembro 25, 2006

Olho para trás e percebo que elas eram muito diferentes entre si.
Uma negra, tantas morenas, algumas mulatas, duas louras de verdade.
Pequeninas, grandonas, magrelas, cheinhas, tentadoras meninas, suculentas coroas.
Definitivamente, eu não tenho um tipo preferido.
De comum entre elas, apenas a capacidade de me encantar, tirar meus pés do chão, fazer o sangue ferver como lava de vulcão.

Nunca é tarde, nunca é demais

Novembro 25, 2006

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“Vamos ceder enfim à tentação das nossas bocas cruas

e mergulhar no poço escuro de nós duas.”

“Vamos viver agonizando uma paixão vadia

maravilhosa e transbordante feito uma hemorragia.”

[Chico Buarque, Bárbara

Desencontros

Novembro 25, 2006

- Por que você não raspa embaixo?

- Embaixo como?

- A parte de baixo, aqui nos lábios, ó…

- Você não gosta dela deste jeito?

- Claro que gosto, mas…

- Mas nada. Você deveria ter dito logo que não gostava.

- Mas eu gosto. Só queria variar um pouquinho?

- Já enjoou? Você enjoa muito rápido das coisas.

- Não é nada disso, porra. Meu Deus, não tá mais aqui quem falou. Esqueça!

- Esqueça? Faz um mês que a gente tá junto, somente hoje você diz que não gosta da minha xoxota e quer que eu esqueça?

- Já disse que gosto, caralho! Querer ver diferente não significa não gostar. Não complique, tá?

- Você que é complicado. Diz que gosta de uma coisa e gosta de outra. Não dá pra entender você.

- Ah, não enche. Quer saber? Soque no cu.

Muito pelo contrário

Novembro 24, 2006

Os comentários sobre as fotos do Peter Hegre merece, a meu ver, alguma reflexão. Primeiro, parece razoável supor que a maneira como uma mulher mantêm seus pelos pubianos não depende exclusivamente do seu gosto pessoal. Claro que há as questões do sentir-se bem, da auto-imagem, do que lhe parece bonito e/ou aceitável, mas a expectativa em relação à opinião do parceiro real ou potencial exerce papel preponderante. Na maioria das vezes, ela mantém os pelos deste ou daquele modo porque é assim que o parceiro gosta – ou ela acha que ele gosta – e pronto.

Se as pesquisas de Bourdieu estão corretas, nossos gostos são socialmente determinados e, eu acrescento, não há como retirar desse “socialmente” a força  dos meios de comunicação de massa. Se observarmos as revistas e sites que exploram a nudez feminina, veremos que praticamente todas as modelos exibem bucetas que oscilam entre a depilação parcial e a depilação total. Os tapetes felpudos e as matas densas converteram-se em raridade., admiradas por uns poucos e desdenhadas pela maioria. Tal estado de coisas determina o – e é determinado pelo – gosto dos homens, e influenciafortemente os “modelitos” usados pelas moças, que sucubem à ditadura da gilete ou da cera quente.

Claro que estou apenas conjecturando, pensando alto. Quanto a mim, não sou especialmente atraído pelas muito peludas, nem pelas totalmente lisas, mas não fecho questão a respeito. Primeiro, porque acho que a buceta deve estar em sintonia com a personalidade da dona. Segundo, porque gosto de variações. Tudo que se apresenta imutável me cansa.

Bela diversidade

Novembro 23, 2006

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Gosto muito deste trabalho do Peter Hegre. Ao fotografá-las assim, todas a partir de um mesmo ângulo, com uma luz estourada, excessiva,  de modo a nada deixar na sombra, todas depiladas de modo a expor seus preciosos detalhes.

Os tolos dizem: são todas iguais. Nada mais distante da verdade. Cada uma é única. Parecidas, algumas, talvez. Iguais, nunca. Delicadas, atrevidas, carnudas, certinhas, anárquicas, exibidas. Minimalistas, umas. Góticas, outras. Mas todas belas em sua singularidade.

Ana

Novembro 23, 2006

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Paixão subversiva que começou numa festa de largo, entre goles de uí­sque falsificado e cerveja morna.
Durou o quanto devia durar, um ano talvez, com a intensidade de um maçarico.

Soneto do caju

Novembro 23, 2006

Amo na vida as coisas que têm sumo

E oferecem matéria onde pegar

Amo a noite, amo a música, amo o mar

Amo a mulher, amo o álcool e amo o fumo.

Por isso amo o caju, em que resumo

Esse materialismo elementar

Fruto de cica, fruto de manchar

Sempre mordaz, constantemente a prumo.

Amo vê-lo agarrado ao cajueiro

À beira-mar, a copular com o galho

A castanha brutal como que tesa:

O único fruto – não fruta – brasileiro

Que possui consistência de caralho

E carrega um culhão na natureza.

[Vinicius de Moraes]

Full time

Novembro 21, 2006

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Gosto de trepar full time.

Não me refiro a meter, mas a estar com alguém e passar o dia todo, o tempo todo, trepando com o olhar, com o sorriso, com o corpo todo.

Toques, amassos, mãos deslizando por baixo da saia em lugares/momentos inusitados, abraçar por trás e roçar meu pau duro na bunda, contar segredos com direito a lí­ngua deslizando pela orelha, mordidinhas na nuca, beijos famintos.

Brincar de provocar e ser provocado até o limite, até a hora do mergulho, até pau e buceta  se devorarem, virando uma coisa só.

Pornográfica mente

Novembro 20, 2006

Ela disse que a foto do meu pau é pornográfica.
Disso eu discordo veementemente. Pornográfica é a foto das crianças afegãs portando armas de guerra. Pornográfica é a foto do mendigo morto a pauladas por jovens idiotas no centro de São Paulo. Pornográficos são os programas da TV aberta que ensinam a fazer comidas cheias de trique-trique para uma audiência de milhões de famintos espalhados pelas favelas.
A foto do meu pau não é pornográfica. É explícita. Tão explícita quanto a foto da minha mão, tão explí­cita quanto a foto da minha boca. E foi publicada num contexto adequado, como ilustração óbvia de um poema sobre o orgulho quase infantil que todo homem sente diante do próprio pau ereto.
Até quando nossa sociedade ocidental cristã continuará se sentindo ameaçda diante da exposição de paus e bucetas, enquanto outras culturas os deificam, ao ponto de erigir templos para sua adoração?
Oscar Wild, crítico implacável que era da sociedade vitoriana, disse que atrás de todo moralista se esconde um tarado. Alguém duvida que a repressão da sexualidade só gera ignorância, hipocrisia e desvios do comportamento? As formas como isso se manifesta em cada um são infinitas. Podem se restringir a frustração e sofrimento pessoal, ou se voltar contra o outro sob a forma de pedofilia ou estupro.
A repressão serve a interesses de dominação política, ideológica e econômica. O prazer sexual é revolucionário e libertador. Uma ameaça ao stablishment. E para reprimi-lo, vale tudo. Uma maneira velada, indolor (e por isso mesmo mais eficaz) de reprimir é fazer com que as pessoas acreditem que a exposição banaliza o sexo, que de tanto ver as pessoas perdem o interesse e o tesão. Quanta bobagem! Basta parar para pensar em quantas vezes você já ficou morrendo de tesão por alguém que tem uma boca bonita ou um determinado jeito de olhar. Quantas vezes uma voz já te fez molhar a calcinha ou ficar de pau duro? E existem coisas mais expostas do que boca, olho, voz?
Sei de gente que se nega a ver, numa espécie de cegueira auto-inflingida. E isso só serve para alimentar a ignorância e os mitos. A buceta, por exemplo, em sua infinita variedade formal (costumo dizer que buceta é como impressão digital: podem ser parecidas, mas não existe uma igual a outra) é uma incompreendida. Tem homem que acha que pequenos lábios salientes são indicadores de qua a mulher “€œrodada”€ (sic). Tem mulher que sofre, morre de vergonha, se sente diferente, quase um monstro, porque possui pequenos lábios carnudos demais ou clitóris grande.
Eu não sou viado, mas sei admirar a foto de um pau bonito. Eu tenho vida sexual ativa e satisfatória, mas continuo me encantando diante da foto de uma buceta. E vou continuar compartilhando esses prazeres com quem, como eu, não tem vergonha de gostar de sexo.