Desencontros íntimos #1

By PD

Somos todos tarados. Resta saber em que medida, ou o quão tarados, nós somos.

Não falo de fantasias sexuais, mas daquilo que a ciência chama de parafilias, ou transtornos do comportamento sexual. Voyeurismo, masoquismo, froterismo, podolatria, pedofilia… A lista é tão grande que ninguém escapa: há sempre uma esquisitice que combina com você. Os psicólogos e psiquiatras reconhecem que, até certo ponto, isso é normal e não constitui motivo de preocupação. O bicho só pega quando esse comportamento desviante se torna preponderante e duradouro (mais de 6 meses).

Exemplificando: se, de vez em quando, um cara curte um “footjob” e goza gostoso apenas roçando o pau nos pés de sua parceira, tudo bem. Agora, se o cara só consegue se excitar e gozar desse modo, dispensando a penatração, o sexo oral, etc., e esse comportamento passa a se apresentar como um padrão constante, está na hora de procurar a ajuda de um psicólogo ou psiquiatra.

Mas, tomando por hipótese uma pessoa que apresente um comportamento parafílico dentro dos limites de “normalidade” (ou seja, quase todo mundo :-) ), a questão que coloco aqui é a seguinte: será que existe um momento certo para falar das suas taras dentro de um relacionamento? o que fazer se o outro não curte e não embarca na sua “viagem”?

Tem gente que, simplesmente, esconde do parceiro esses desejos mais estranhos. Prefere, não sem algum sofrimento, sublimar o desejo ou realizá-lo com alguém com quem não esteja emocionalmente envolvido. Tem gente que segura a onda até não aguentar mais e quando, por fim, abre o jogo, o parceiro se sente ludibriado e, conseqüentemente, a relação fica comprometida. Por fim, existem pessoas que, por alguma razão, conseguem desde o início construir um relacionamento onde suas esquisitices cabem direitinho.

O bom é compartilhar com o parceiro suas fantasias e desejos sexuais o mais cedo possível, tão logo se estabeleça o necessário clima de confiança e intimidade. Isso permite, aos dois, perceber a tempo se vale a pena, ou não, ir adiante, reduzindo assim os prejuízos emocionais.

22 Respostas para “Desencontros íntimos #1”

  1. Urban Disse:

    Pera … vou no google saber o que é froterisomo e se existe um outro “ismo” que pensei aqui agora .. rs. depois volto!
    ;)

  2. k Disse:

    Nossa, entendo perfeitamente. Eu namorei um cara por quase 5 anos que , durante o primeiro ano, nunca tinha falado nada de pés. Eu sempre cuidei dos meus, são macios e pintadinhos. Na primeira crise que tivemos, ele solta, no meio da briga:”Eu queria que vc pintasse as unhas dos pés de vermelho!”. Hahahhahah… Gente… Uma coisa tão simples.

    Com esse namoro, virei expert em fazer coisinhas com meus pés. E curti muito! Até hoje gosto de homens que gostam de pés.

    Mas eu sou a favor de as coisas serem ditas de vários jeitos, não só “na lata”. Acho que, se ele tivesse começado alguma brincadeirinha durante o sexo, eu teria percebido bem antes o que ele queria. E não teríamos perdido tempo…

    Eu falo logo. Por exemplo, digo logo que a única coisa que eu odeio realmente é que enfiem a língua na minha orelha. Hahhahaha… Odeio!

  3. pequenosdelitos Disse:

    Froteris vem do francês “froter”, que significa roçar, esfregar.

  4. pequenosdelitos Disse:

    continuando: Sabe aquele cara que adora pegar metrô ou ônibus cheio para ficar se esfregando na sua bunda? É um froterista. :-)

  5. Urban Disse:

    pois é PD,
    acabei de ler um site super bacana sobre sexualidade, sobre disturbios e blá blá blá .. Parafilias e tal e já saquei que fui vítima de froterismo algumas vezes no buzu a caminho da faculdade … tem até uma estória hilária sobre certa vez que acabou em outra parafilia e eu nem sabia de nada … kkkkkk (jesus me abane!)

    Destas parafilias as que podem ocorrer comigo dentro da “normalidade” devem ser o voyeurismo (dá um tesão olhar certas partes do corpo ou observar o ato) e o parcialismo (porque adoro me deter num pau) … rssssss … No resto sou bem normal … e eu que me achava uma depravada, que decepção. :D :D

  6. Urban Disse:

    Ah sim … depois de um certo tempo, intimidade estabelicida, dou logo um jeitinho de compartilhar minhas fantasias. É boooommm!
    :)

  7. pequenosdelitos Disse:

    Urban, “Jesus, me abane!” é ótimo! Conta pra gente como foi essa “certa vez que acabou em outra parafilia e eu nem sabia de nada.”

  8. Ju! Disse:

    Ei, maior dificultade tednho eu em dividir fantasias… ai ai
    Fica tudo em segredo.
    Qdo dá, realizo aos pouquinhos, d vagar, sem questionamentos, sem esclarecimentos…
    Vou lá e faço, e presto atenção na reação (morrendo de medo, por sinal).
    mas isso vai mudar!!!!

  9. URBAN Disse:

    PD,
    vou fazer assim … um dos meus próximos posts será sobre a estória do buzu, vai ser mais humor que erotismo, mas tá valendo …
    Combinado??
    xêro

  10. B. Disse:

    Eu sou um imã de parafílicos ambulantes. A vida toda atraí fetichistas, e nunca achei tãooooooo estranho, até encontrar um que literalmente só comia meu pé, graças a este dito cujo, passei anos odiando podólatras (fetichistas por pés) pq pensava que toda a raça era assim. Felizmente esbarrei com um que mudou meu pensamento e hoje anormal é aquele que é normalzinho demais.

    Fetichistas são basicamente homens, mulheres em raríssimas exceções documentadas, pq para o fetichista, o objeto de desejo é uma compensação ao complexo de castração. Como mulher não tem o que perder… No entanto eu sou uma taradinha, no melhor sentido da palavra, se é que há. Curto principalmente o exibicionismo e o voyeurismo, mas passeio por inúmeras praias, pq sou uma curiosa e amo principalmente excitar, se eu sinto feedback, vou longe….

    Nunca fiquei em nenhuma saia justa ao confessar as minhas taras. Meus parceiros quase sempre acham divertido e acabam cedendo ao meu desejo só pra ver como é. Se eles não gostam eu parto para outra brincadeira e por aí vai. Como eu disse, tenho a felicidade de ser mulher e não ser essencialmente fetichista. Mulher não ter pau pra subir, com ou sem estímulo do fetiche. A internet veio a facilitar a socialização do meu “EU pervertido”, não me sinto só e ainda encontro pares. Tão tarados ou mais que eu.

  11. helena Disse:

    estou sumida daqui pois ainda não instalei net no meu novo apt…mas leio seu blog sempre que posso…e continuo adorando, hehehe.
    bjs

  12. k Disse:

    Eu adoro homens com tarinhas e fetichezinhos. Adoro. Se não tiver pelo menos uma, me dá sono.

    Quanto às minhas: sapatos de salto e canetas-tinteiro. Não, não faço nada do que vcs estão pensando com as canetas…

  13. eu Disse:

    bem, pequenos delitos, é por aí. e é por aí também o que a ‘k’ diz. eu acho que a intimidade é que é o grande estopím. com intimidade e amor você convence o outro a experimentar ‘de bom grado’ qualquer coisa – ou quase – pelo prazer da brincadeira compartilhada (que é pra mim a melhor definição de sexo que há!).
    mas confesso que quando me deparei com o primeiro fetichista, que tenho cá pra mim que ainda estava tentando descobrir que tipo de fetichista ele era, já que cada vez sugeria experimentar uma coisa mais doida que a outra) comecei a torcer pra não encontrar outro igual. sem fetichezinho dá sono, mas eu jamais conseguirei ver a cama, o sofá ou a varanda (que seja! isso eu gosto… hahaha) como um campo de provas. um laboratório de criatividade sempre será pra mim um termo mais ‘adequado’, digamos assim.
    :*)
    adorei seu post, viu?

  14. augusto Disse:

    k, eu também odeio que enfiem a língua na minha orelha. e já aprendi a nem falar por que na maioria das vezes parece que estou é provocando, então tenho de ficar fugindo até a moça entender que eu não gosto mesmo. E não gosto de dor.

    Credo, dito assim parece que sou quase um cara que transa de meias. Não é bem assim não, tá?

  15. Lady Butterfly Disse:

    oieeeeeeeeee… vou aqui contar uma rapidinha…
    eu fui num dia de loucuras falar com meu maridex se ele queria me ter na cama com outra mulher… vixi não é que ele entrou na minha onda e nós fizemos umas três seguidas na mesma noite… de tanto tesão que deu…devem estar rindo, mas com 3 crianças pequenas em casa fica difícil mais de uma…hahahahaha.
    Fala sério e advinhem, eu tinha acabado de ser beijada por outro homem do lado de minha casa num churrasco, e ele nem percebeu,pois já estava em casa, depois de 11 anos fui beijada por outra boca, me deu um tesão danado e virei uma loba na cama e soltei essa… e ele entrou na minha… rs
    Detalhe , ele fala isso até hoje, mas nunca colocamos em prática…:)

  16. marisaw Disse:

    PD, muito interessante teu post. E lúcido. Realmente, tanto em homens como em mulheres, esse tipo de estimulação sempre “deu pé”….

    Uma correçãozinha só, PD, um errinho de digitação (do tipo dos q eu vivo fazendo) e saiu só um “t” em frotter. Qto ao significado tá certíssimo. Beijos

  17. Fetichistas e Eu « Me and my secret life Disse:

    [...] e Eu Janeiro 31st, 2007 Já fazia um tempo eu andava com este tema em mente, o post do Pequenos Delitos só serviu para amadurecer a minha idéia. Não lembro qual foi o primeiro fetichista que chegou à [...]

  18. Claudia Disse:

    Zé..
    Esse é um assunto delicadíssimo, difícil de responder e pelo qual estou passando..
    Porque o q é normal, é gostoso, é prazeroso p vc, pode parecer bizarríssimo p o outro.. Aí começa o dilema:
    Contar ou não contar?
    Viaje aí…
    Você conhece uma pessoa e mantém relações de certos “formatos” durante muito tempo.. Nunca o casal manifestou nenhuma vontade de inovar ou algo parecido.. Depois de alguns anos, um deles, começa a sentir vontade de fazer coisas antes inimagináveis, no caso, p ambos..
    E aí?? O q fazer? Arriscar e contar ou como o PD disse acima: “sublimar o desejo”?
    Na minha experiência, sou xiita.. Terrorista mesmo.. Começo a falar um monte de coisa bem cabeluda.. E o deixo de cara! rs..
    É a isca q eu lanço p ver a reação dele e assim vou conquistando pouco a pouco..
    Desejem-me sorte…
    Bjo.

  19. Retro 2007: janeiro « pequenos delitos Disse:

    [...] Desencontros íntimos #1 [...]

  20. Penislongo Disse:

    Apimentando a relação

    O momento decisivo na vida de um casal é quando a relação começa a ficar meio morna, sem sal. O sintoma são aquelas trepadinhas protocolares no fim de semana e o cara assim que goza, vira pro lado e dorme em seguida… Alguns fazem pior, acabam de gozar, fumam um cigarro e ligam a TV para ver futebol… E nem perguntam se a mulher gozou… Sào uns insensíveis… Depois ficam surpresos quando descobrem um par de galhos na testa…

    Isso acontece por volta dos 5 anos de relacionamento ou um pouco mais tarde. O que fazer para apimentar a relação?

    A primeira coisa que maiora dos casais tenta são os brinquedinhos eróticos, filmes porno e tentam exercer as fantasias de cada um. O problema é contar a sua fantasia…

    Alguns casais, depois de tentar sem sucesso as alternativas acima experiementam trazer uma terceira pessoa para a cama. O mais comum é um homem (chamado de “amigo”) que vai fazer amor com a mulher na presença do marido. De repente a tesão vai para as alturas e o relacionamento até melhora….

    A vantagem de trazer a terceira pessoa para a cama do casal após um consenso é que não há aquela situação terrível de traição, que é mortal em qualquer relacionamento.

    O grande drama é como iniciar a conversa de que a solução é trazer uma terceira pessoa para fazer amor ou com o marido ou com a esposa na presença do outro….

    É por isso que aumenta incrivelmente em todo o Brasl a oferta de casas para casais encontrarem essa terceira pessoa (Casas de Swing). Sem falar em zilhões de sites na internet. Em SP as melhores ficam em Moema e a top é a Enigma. Quem for de SP e tiver nessa situação dê um pulo lá e verá como as coisas vão ficar quentes… Obs: eu não tenho nada que ver com a casa, e moro no Rio… Só fui lá algumas vezes para matar minha curiosidade..

    Importante: esse estilo de vida, chamado de “relacionamento liberal” é muito excitante e não tem volta. Uma vez experimentado, não tem como voltar às trepadinhas sem graça do fim de semana, porque o nível de tesão é alucinante, para ambos…

  21. nandaevc Disse:

    Complicado……
    Eu sou subzinha,cadela do Dono por essência, sadomasoquista, gosto de ser dominada, apanhar na cama e de dor. Imagina jogar este pacote em cima de um parceiro. kkkk
    Qdo eu ainda não lidava bem, não tinha satisfeito, mas queria muito….Lembro que pedi para um dos namorados me bater e ele me cortou logo de cara: “Não gosto destas coisas”. Não tem como nem tentar continuar…..
    Depois me achei com outros parceiros, que conheci no meio…
    Agora tem um mês que sai com um homem q. considero gente legal, pedi q. gozasse em meu rosto, depois ele me disse que achava . isto colocava a mulher “muito pra baixo”. E eu quase gozo qdo gozam em meu rosto…..Queria q. ele curtisse, se sentisse poderoso…
    Como eu disse, complicado….Mas como cadela viralata, falo mesmo assim, ou melhor: Aprendi a ‘induzir” meus parceiros a dominação……Coloco a mão deles em meu cabelo, dentro da minha boca, espremo mais a mão qdo em mim, peço/imploro suas estocadas,que segure minhas mãos enqto me come, faço-o se sentir no comando…..e verbalizo tbém q. goze na minha cara, dê tapa até estralar em meu rosto, viro de quatro…
    Mas eles ainda se assustam sim……Perdem o rebolado, e ficam perdidos. Complicado ao cubo…rs

  22. Fetichistas e Eu Disse:

    [...] fazia um tempo eu andava com este tema em mente, o post do Pequenos Delitos só serviu para amadurecer a minha idéia. Não lembro qual foi o primeiro fetichista que chegou à [...]

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